Um casal caminha na praia e em seguida se observam suas pegadas na areia. Dois planos para a mesma sequência, uma fissura que se aproxima do que Godard fala: “faço um filme para poder fazer o seguinte”. Limite parece existir nessa lógica. Cada plano clama por outro. Envolto em sua famosa aura de caso específico, de mistério, esse filme é como uma interrogação. E perguntas são como planos: esperam uma resposta ou outra pergunta. Limite reflete: “o que virá me integrar, que coisas me sucederão?”. Pessoas à deriva, num barco tal como num berço, não sabem, mas a resposta talvez seja: todos os outros filmes, Mário... Ao menos aqueles que interessam.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
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