Em Tetro acontece algo semelhante ao que, em pintura, certos artistas utilizam: a fim de fazer ressaltar uma cor até então pouco percebida, põem do seu lado outras mais fortes. Em seu filme, Coppola não aliviou a mão: coincidência ou não, estamos em Buenos Aires, cidade coqueluche de muitos filmes de festivais; as cores são um preto e branco granuladíssimo; assistimos à presença insinuosa de Carmem Maura como crítica de arte. Cada elemento desses está no filme para nos preparar para o evento provinciano e impessoal do seu arco final: um festival de cinema em plenos alpes. Muitas câmeras, muitas luzes. Mas a história de Tetro e seu irmão pede sombra, introspecção, lembranças. A antítese ressalta o que o filme de fato é: uma jornada íntima de personagens. Coppola faz um painel intricado onde confronta cada episódio do filme com o seguinte, a fotografia com os personagens, o espectador com as piscadelas de olho que recebe.
sábado, 9 de abril de 2011
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4 comentários:
to no aguardo de um textinho seu sobre jeon tae-il.
Filme maravilhoso. Quero ver se sai algo.
http://www.whysanity.net/monos/rocky.html
Rocky: (to himself) Yeah, who are you to give advice, creep-o?
ca-ra-lho
Quem uma vez pôde transmitir daquele modo a humildade desse diálogo jamais a perderá. O Sly consegue ser sempre comovente nas atuações. Viu a entrevista com ele nos extras? Muito boa.
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